sexta-feira, 7 de novembro de 2008

quantas crises

Nossa, realmente. Mês passado foi uma turbulência total. Quase fiquei louca. Louca por pensar que eu estava louca, se é que isso é possível.
Tudo se resolveu enfim. Um filme, uma música...uma conversa. É isso que ajuda.
Buscar fazer coisas em que acredito.
Todo mundo deve se sentir fora da normalidade em algum momento. O problema são os meus devaneios. São muitos.
Minha atenção não é 100% voltada pra aquilo que deveria. Se começa a ficar chato, acabo fazendo que nem a Cvalda em "Dançando no Escuro". Imagino coisas, lembro de coisas que não tem nada a ver.
Mas ando vendo que não sou a única louca. Há outros tipos de loucos.
O que a perfeição faz com as pessoas por exemplo? A necessidade de reconhecimento como sentido a existência? O viver uma realidade irreal?
O desespero, a frustração, pra quê tudo isso afinal? Como se satisfazer?
Na verdade agora eu não procuro sentido em nada, aliás, não há sentido em nada mesmo. Eu quero me divertir. Vou trabalhar claro, mas me divertindo. Quer coisa mais legal do que fazer um projeto com alguém e lembrar das aulas de ergonomia?
Andar, mas não andar corredno por causa do tempo. Andar, deixando as mãos do vento pentearem seus cabelos suavemente, erguer a postura, caminhar dançando, erguer as mãos, cantar alto mesmo que todos ouçam. E daí? Eu sou louca?
Eu não. Insano é você que se mata para trabalhar, não se dá nenhum lazer, não se permite dar risada, não se permite se emocionar. Que sentido tem a vida pra essa pessoa?
Não há como viver sozinho. Sozinho ficamos loucos com as nossas próprias idéias nos condenando, fechando as portas. Precisamos conversar, falar.
Conversar e falar mais.