segunda-feira, 27 de outubro de 2008
quero que a realidade não exista e não mais que devaneios. cansei de tentar. devo estar doente...afinal são 3semanas desse jeito. não sei quanto mais posso aguentar. meu estado de consciência se vai a cada minuto. pés no chão. voando. toco a fina película de gelo, mas por segundos. medo de quebrar. medo de me arriscar? sim, de alguma forma. medo de arriscar e quebrar.
com o desejo de voar fico a espreita. mas nehuma oportunidade vem. eu tenho que ir até ela? eu já tentei, mas não dá certo. quantas vezes vou tentar e não vai dar certo? por que isso conta mais do que as outras coisas que deram certo?
uma pílula, duas, três, quatro...estou perdendo as contas. o cigarro me cativa. a bebida me seca. qualquer droga para fugir da realidade.
estou ficando louca, estou ficando louca. talvez seja isso ainda que me resta do pensamento racional, consciente. desejo de ficar louca?
uma morte sem vestígios seria a mais ideal. mas o que me segura tanto? talvez o fato de saber que comprometerei a vida de muitos o andar de muitos, mas a vida sempre segue adiante não?
um parente morre e continuamos a viver. continuamos com a rotina do dia-a-dia.
só farei parte do passado. o passado que de vez em quando lembramos. não precisamos dele todos os dias e nem todas as horas.
tenho vergonha de pedir ajuda para viver. afinal, respiramos, comemos porque queremos viver, de alguma forma. Mas isso é algo físico, que o corpo pede. mas o que a mente pede?
pedir ajuda para viver. que patético. conscientemente sei que há algo de errado e que um dia irei quebrar, se já não estiver quebrada. por enquanto está tudo a trancos e barrancos.
quando cair, o que será? corda bamba. um fio de nylon, óleo e um sol que não aparece mais.
com o desejo de voar fico a espreita. mas nehuma oportunidade vem. eu tenho que ir até ela? eu já tentei, mas não dá certo. quantas vezes vou tentar e não vai dar certo? por que isso conta mais do que as outras coisas que deram certo?
uma pílula, duas, três, quatro...estou perdendo as contas. o cigarro me cativa. a bebida me seca. qualquer droga para fugir da realidade.
estou ficando louca, estou ficando louca. talvez seja isso ainda que me resta do pensamento racional, consciente. desejo de ficar louca?
uma morte sem vestígios seria a mais ideal. mas o que me segura tanto? talvez o fato de saber que comprometerei a vida de muitos o andar de muitos, mas a vida sempre segue adiante não?
um parente morre e continuamos a viver. continuamos com a rotina do dia-a-dia.
só farei parte do passado. o passado que de vez em quando lembramos. não precisamos dele todos os dias e nem todas as horas.
tenho vergonha de pedir ajuda para viver. afinal, respiramos, comemos porque queremos viver, de alguma forma. Mas isso é algo físico, que o corpo pede. mas o que a mente pede?
pedir ajuda para viver. que patético. conscientemente sei que há algo de errado e que um dia irei quebrar, se já não estiver quebrada. por enquanto está tudo a trancos e barrancos.
quando cair, o que será? corda bamba. um fio de nylon, óleo e um sol que não aparece mais.
quero sumir. não há nada que me segure aqui. por que continuar aqui? nada faz sentido. não tenho vontade fazer nada. vejo coisas legais, mas não tenho a mínima vontade de fazer nada. não quero encher o saco de ninguém por não estar fazendo nada. não quero falar com ninguém. não quero nada. não quero incomodar ninguém.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
14hs
São 14 horas, 14 horas de um dia quente, abafado, daqueles que não dá vontade fazer nada. Dias em que desistir é a palavra certa.
Pra que tentar? O que me motiva a tentar?
Ainda são resquícios da crise anterior
Pra que tentar? O que me motiva a tentar?
Ainda são resquícios da crise anterior
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
achei que a crise iria passar
Vai fazer uma semana já que a vida não faz sentido nenhum. Já me aconteceu isso antes, mas como não é realmente a mesma coisa, já não sinto vontade ver a cara das pessoas que vejo todos os dias. Não tenho vontade caminhar. Minhas pernas já não se movem com tanta facilidade.
O que são as pessoas?
A pessoa em que mais acreditada me desapontou. Não por querer, que quero acreditar que não foi por querer, mas de qualquer maneira me atingiu em cheio, foi o cerne para me questionar sobre tudo.
Em quem confiar, e o porque de continuar a existir.
Existir? Isso existe? O que é a realidade?
A realidade é o meu anti-mundo.
Até agora vivi parcialmente nele...agora ele não existe mais. Não consigo fazê-lo existir de novo. Será que é um sinal para o fim de tudo?
Hoje houve alguns sinais de que ele existe, mas foram efêmeros. Totalmente efêmeros. Nem deu tempo pra que as minhas reações químicas formulassem algo que se chama de risada.
Termo científico?
Talvez sim. Estou tratando aqui da risada verdadeira. Da risada do viver, não da risada para agradar a outros, da risada para outros. Mas da risada para si.
Quero sentir aquele friozinho na barriga, de qualquer coisa, qualquer coisa que me emocione, de medo, da paixão, quero viver.
Mas por que não consigo? Porque a vida não existe? Por que ninguém acredita nela. Por que todos estão mortos. Por que ninguém acredita em nada? Por que tenho eu de ser quem fará o futuro? Por que se não tenho nenhuma inspiração. Porque tudo é uma merda sem solução. Porque tudo o que faço é ruim.
Não só por culpa minha, mas também dos outros.
Não tenho mais sonhos. Sabe o que é isso? Não ter aonde ir, não querer chegar a algum lugar. Sair de casa sem rumo, sem expectativa nenhuma. Mas não vou a lugares em que já sei que as pessoas são falsas. Pq essas não valem a pena mesmo.
Não consigo fazer nada sem que tenha expectativa.
O que são as pessoas?
A pessoa em que mais acreditada me desapontou. Não por querer, que quero acreditar que não foi por querer, mas de qualquer maneira me atingiu em cheio, foi o cerne para me questionar sobre tudo.
Em quem confiar, e o porque de continuar a existir.
Existir? Isso existe? O que é a realidade?
A realidade é o meu anti-mundo.
Até agora vivi parcialmente nele...agora ele não existe mais. Não consigo fazê-lo existir de novo. Será que é um sinal para o fim de tudo?
Hoje houve alguns sinais de que ele existe, mas foram efêmeros. Totalmente efêmeros. Nem deu tempo pra que as minhas reações químicas formulassem algo que se chama de risada.
Termo científico?
Talvez sim. Estou tratando aqui da risada verdadeira. Da risada do viver, não da risada para agradar a outros, da risada para outros. Mas da risada para si.
Quero sentir aquele friozinho na barriga, de qualquer coisa, qualquer coisa que me emocione, de medo, da paixão, quero viver.
Mas por que não consigo? Porque a vida não existe? Por que ninguém acredita nela. Por que todos estão mortos. Por que ninguém acredita em nada? Por que tenho eu de ser quem fará o futuro? Por que se não tenho nenhuma inspiração. Porque tudo é uma merda sem solução. Porque tudo o que faço é ruim.
Não só por culpa minha, mas também dos outros.
Não tenho mais sonhos. Sabe o que é isso? Não ter aonde ir, não querer chegar a algum lugar. Sair de casa sem rumo, sem expectativa nenhuma. Mas não vou a lugares em que já sei que as pessoas são falsas. Pq essas não valem a pena mesmo.
Não consigo fazer nada sem que tenha expectativa.
domingo, 5 de outubro de 2008
crise
"um esforço suplementar para manter o equilíbrio ou estabilidade emocional. Corresponde a momentos da vida de uma pessoa ou de um grupo em que há ruptura na sua homeostase psíquica e perda ou mudança dos elementos estabilizadores habituais."
"O individuo passa por várias crises desde os seus primeiros dias de vida até ao final da adolescência. Nesta perspectiva, a crise é maturativa, proporciona aprendizagem."
"O individuo passa por várias crises desde os seus primeiros dias de vida até ao final da adolescência. Nesta perspectiva, a crise é maturativa, proporciona aprendizagem."
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