quinta-feira, 9 de outubro de 2008

achei que a crise iria passar

Vai fazer uma semana já que a vida não faz sentido nenhum. Já me aconteceu isso antes, mas como não é realmente a mesma coisa, já não sinto vontade ver a cara das pessoas que vejo todos os dias. Não tenho vontade caminhar. Minhas pernas já não se movem com tanta facilidade.
O que são as pessoas?
A pessoa em que mais acreditada me desapontou. Não por querer, que quero acreditar que não foi por querer, mas de qualquer maneira me atingiu em cheio, foi o cerne para me questionar sobre tudo.
Em quem confiar, e o porque de continuar a existir.
Existir? Isso existe? O que é a realidade?
A realidade é o meu anti-mundo.
Até agora vivi parcialmente nele...agora ele não existe mais. Não consigo fazê-lo existir de novo. Será que é um sinal para o fim de tudo?
Hoje houve alguns sinais de que ele existe, mas foram efêmeros. Totalmente efêmeros. Nem deu tempo pra que as minhas reações químicas formulassem algo que se chama de risada.
Termo científico?
Talvez sim. Estou tratando aqui da risada verdadeira. Da risada do viver, não da risada para agradar a outros, da risada para outros. Mas da risada para si.
Quero sentir aquele friozinho na barriga, de qualquer coisa, qualquer coisa que me emocione, de medo, da paixão, quero viver.
Mas por que não consigo? Porque a vida não existe? Por que ninguém acredita nela. Por que todos estão mortos. Por que ninguém acredita em nada? Por que tenho eu de ser quem fará o futuro? Por que se não tenho nenhuma inspiração. Porque tudo é uma merda sem solução. Porque tudo o que faço é ruim.
Não só por culpa minha, mas também dos outros.
Não tenho mais sonhos. Sabe o que é isso? Não ter aonde ir, não querer chegar a algum lugar. Sair de casa sem rumo, sem expectativa nenhuma. Mas não vou a lugares em que já sei que as pessoas são falsas. Pq essas não valem a pena mesmo.
Não consigo fazer nada sem que tenha expectativa.

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